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Embu das Artes
O primeiro Corpus Christi sem o Cristo, Santo Assis e o Aurino.
Os mestres se foram, mas ficaram a luz que brilha em toda cidade de Embu.

Cristo acendia as luzes da procissão às 20:00 horas, Assis se preparava espiritualmente para aquele dia e o Mestre Aurino em silêncio, observava a grande festa.
O jornal “O Ratual” homenageia postumamente os três grandes mestres que se foram, especialmente Assis do Embu, através dessa lenda: “No dia de Corpus Christi muitos vinham de longe para que o Mestre Assis fizesse uma oração para eles, uma espécie de cura milagrosa. O Assis, um curador espiritual, tinha uma lista de mais de cem pessoas que faziam oração de Corpus Christi em plena procissão, que em seguida ia sendo rasgada, e então tudo de bom aconteceria pela fé na vida daquelas pessoas. Por telefone pessoas contavam-lhe seus problemas, pediam ao Assis que colocasse seus nomes naquela lista, e através daquela lista na procissão se dava a cura e a resolução dos problemas. A palavra final do Assis àquelas pessoas era esta: “Fé em Jesus em Cristo, que veio para nos salvar e agradeça a Deus o dia de hoje, meu irmão”.
Oração de Corpus Christi do Assis de Embu
“Senhor Deus do universo, daqui de Embu, cidade que me abraçou, conduz os meus amigos na paz e prosperidade material e espiritual. Viva o corpo de Cristo nosso Senhor, Jesus vivo”.
O chapéu, os cabelos longos e a fala calma são lembranças quando Sidney Moreno Rodrigues, de 68 anos, seguia à risca os ideais hippies e beatniks. O Cristo, como é conhecido entre amigos, mantinha há 38 anos uma barraca de artesanato no Largo dos Jesuítas, em Embu. “O sonho acabou, mas a gente continua tendo esperança”, diz.
Ele é um dos últimos remanescentes da fundação da Feira de Artesanato, Artes Plásticas e Plantas Ornamentais de Embu, que ocorreu em 1969. Rodrigues colecionava fotos antigas e lembranças, como a ocasião em que o maestro Ray Conniff comprou uma bandeja de latão na sua barraca, em 1970. “Ele me deixou uma nota de um dólar autografada”, orgulha-se.
O espaço que o artista ajudou a criar passou por modificações. Hoje, os hippies são minoria entre os expositores e o número de barracas no centro histórico aumentou de 60 para 800. Nos sábados, domingos e feriados não faltam visitantes se queixando da quantidade de estandes com produtos industrializados.

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