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O Papa do Ratualismo Mundial

Bicos recurvados e pontiagudos, garras fortes e visão de longo alcance. Essas características das aves de rapina as tornam ágeis na capturas de grilos, gafanhotos, baratas, caramujos, peixes, sapos, rãs, cobras, lagartos, outras aves e também mamíferos. Uau! Dito assim parece que as rapinantes devoram qualquer animal que encontram pela frente. Porém, anote ai: cada espécie se especializa em determinada presa (ou em poucas). Isso faz com que algumas rapinantes prefiram se alimentar só de cobras, outras ainda só de peixes, outras ainda só de caramujos e por ai vai...

Alguém se aventura a responder por que as aves de rapina, diferentemente das demais aves, são predadoras e, não, presas. Ponto para quem pensou em cadeia alimentar! Elas estão no topo dessa cadeia que começa com as plantas, que são comidas pelos pequenos insetos, que por sua vez, servem de alimento às pequenas aves, que são comidas por gaviões e falcões.

É evidente que pelo fato de se alimentarem de aves menores as rapinantes não são muito queridas por elas. É por isso que bem-te-vis, suiriris, andorinhas e até beija-flores ficam bravos com a aproximação de um gavião e fazem o que podem para afasta-lo do território deles.

Rapinar em bom português quer dizer surrupiar, roubar. Sendo assim, o termo ave de rapina deve significar ave que rouba, NE? De certa forma, sim, mas não vale a pena levar tão ao pé da letra a forma de nossos gaviões, falcões, águias e corujas. Seria mais justo chama-las de aves caçadoras, afinal de contas, em suas ações, não existe a intenção do roubo, apenas a da caça pela sobrevivência. Agora, responda quem souber: o que elas capturam em seus voos rasantes?

Fonte: Ciência hoje das crianças

( Editorial da Edição 151 do Jornal O RATUAL.)

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