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16/04/2013 - Prefeitura Municipal da Estância da Turística de Embu das Artes|Texto: Alex Natalino, Elke Muniz e Paulo Giannini Filho

Banda 6467 Blues no Loucos por Vinil
Banda 6467 Blues no Loucos por Vinil
O 11º Loucos por Vinil Fair fez uma justa homenagem ao Blues e, mais uma vez, foi sucesso de público. Cerca de três mil pessoas marcaram presença no evento que se iniciou na sexta-feira, 12/4, com uma exposição de arte em vinis, que ficou durante todo o final de semana na entrada do Centro Cultural Mestre Assis do Embu.
Os artistas foram:
Célia Santiago, Mônica Alvarenga, Márcia, Capenga, Jó, Nury, Carla Magalhães, Dvanir, Tereza Cristina, Raquel Galena, Raquel Trindade, Débora, Dailin G., Lindauria, Renata Matuscevico, Silvia Maia, Meire Lopes, Flor Embu, Maria Rosa, Iraci Ramas, Shila Joaquim, Letícia Medeiros, Emerson Santana, Fernando Henrique, Paulo Dud, Rodrigo, Fabiana Salume, Luan Gomes, João Gabriel, Rosângela Rodrigues, Vitória Carolina, Janaína Araújo e Gumercindo.
Logo após a fala do idealizador do festival, Paulo Dud, que possui uma coleção de cerca de oito mil discos, foi exibido um vídeo com a retrospectiva de todos os “Loucos por Vinil” já feitos, ano a ano. A feira já homenageou grandes nomes da música, como Raul Seixas e também os Beatles. O primeiro dia se encerrou com a exibição do filme “Durval Discos”.
No sábado, 13/4, o evento seguiu com a compra, venda e troca de discos. Expositores de vários locais fizeram a alegria dos aficionados pelos bolachões. Lá o público pôde ver e adquirir relíquias em vinil de vários estilos. Até mesmo equipamentos tão difíceis de encontrar podiam ser comprados lá como a “agulha”, peça fundamental do toca-discos (pick-ups) que capta a sonoridade das faixas do vinil para reproduzir no aparelho de som.
“Em dois anos cresceu 90% a procura por vinis no mercado”, afirmou Shirlei Granado, da Milla Discos, sinalizando a tendência atual da indústria fonográfica em retomar o lançamento de álbuns em vinil.
Som contagiante e colecionadores apaixonados
A banda Emblues deu o pontapé inicial dos shows no sábado, levantando bastante o público. Em seguida, foi a vez da performance vibrante de Vajman & Battello.
Da Inglaterra, a atração principal da noite, Pete Hassle & Screw’d Blues Band, demonstrou profissionalismo e garra. Haslee, sua voz marcante e banda fizeram uma apresentação afiadíssima. Eles não titubearam e mantiveram a plateia animada do início ao fim.
No domingo, o Loucos por Vinil Fair 2013 fechou a sua programação em alto estilo, com apresentação das bandas 6467 Blues, de Embu das Artes, Zona Blues, do Capão Redondo, limite entre a cidade e a Capital, e Danny Vicent Band, argentino que vive no Brasil, mais precisamente na Granja Viana.
Pela qualidade do som, paixão pelo blues e dedicação ao vinil, o evento também mostrou que o estilo musical está bem representado na cidade e região. A plateia surgiu no teatro do Centro Cultural Mestre Assis do Embu, às 3h da tarde, e no início do primeiro show já fazia alguns ruídos.
Depois de se emocionar com os rapazes da cidade, se deliciar com a voz e swing singulares de Zona Blues, que lembrou os grandes cantores americanos do ritmo, os espectadores foram surpreendidos por Danny Vincent. Ele entrou no palco sozinho dedilhando o violão e contando a história do blues e interpretando seus mais importantes ícones. Em seguida entraram o baterista, o baixista, o guitarrista e o gaitista Guaco, que fez um show à parte. Ao fim do show viveu-se literalmente a magia do fim dos ano 1960, começo dos anos 1970, da transição do blues para o rock, do rock puro. “Nunca vi nada tocado com tanto sentimento”, disse Paulo Dud.
Entre os participantes do evento, os debates sobre a qualidade do vinil são inevitáveis, assim como a sua ausência do mercado nacional: “O vinil só acabou no Brasil”, “Os dj’s continuam levando CDs para o exterior pra converter em vinil”, “Muita gente importa vinil da Holanda, Itália, dos Estados Unidos”, disse Shirlei Granado, de Mauá, SP.
Para José Roberto, o Beto Melodia, dj, pintor de parede, técnico em elétrica e hidráulica, o vinil só existe ainda no Brasil porque dj traz de fora.
“Sempre curti vinil e coleciono há seis anos”, afirmou José Victor Nunes Mariano, 19 anos. Ele tem cinco irmãos, mas é um apreciador solitário do vinil. Começou com alguns discos do pai, que hoje “gosta de CD”, mas acha “legal” o filho colecionar bolachões.
Vale lembrar que o Loucos por Vinil também é uma oportunidade única de contato com a diversidade. Há pessoas comportadas, mas nem tanto, loucas por música. Confira no próximo Loucos por Vinil Fair, em 2014.

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